Coração

Berlim

Não estive em Berlim anteontem, quando se assinalaram os 25 anos da queda do muro e se lançaram ao ar os oito mil balões luminosos, não vim fazer um post comemorativo do primeiro aniversário em que me juntei ao wordpress (até porque nem repararia, recebi um aviso) e não tenho fotografias boas para mostrar. Mas estive em Berlim e apetece-me contar ao mundo, mesmo com um mês de atraso, que aprendi a gostar do Outono no Tiergarten, com os seus lagos e esquilos de cauda em vison; vi a mesma estátua que o Wim Wenders (ah, o Wim Wenders) filmou no Wings of Desire com os meus próprios olhos; aprendi a orientar-me na cidade através da Television Tower e da sua antena inspirada no Sputnik; vi como se vivia na Alemanha Oriental – e o que eram jeans de Leste – no DDR Museum; perdi-me na loja-café da Gestalten, com vista para o Zoo; enchi o iPhone de fotografias de arte urbana no Haus Schwarzenberg (e um pouco por todo o lado); comi muito e comi bem por pouco dinheiro; toquei no que resta do muro debaixo de um céu que resolveu chover tudo de uma vez; quis abrir um hotel como o Michelberger, com o seu néon de boas vindas, as caixas de correio às cores e a comida vegan; e desejei ter mais 15 centímetros de altura, como as alemãs de gabardine e Air Force 1 que vi por todo o lado.

Não cresci em metros mas alarguei os horizontes, e por isso obrigada, Berlim.

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