Razões para perder a cabeça

Oliver “bling-bling” Jeffers

Oliver Jeffers

Os livros começam com coisas tão disparatadas como “o Guilherme tinha um alce” ou “era uma vez um menino que um dia encontrou um pinguim à sua porta”. Também há rapazes que comem livros e ursos que andam a treinar para um campeonato de aviões de papel. Assim, como se o extraordinário andasse por aí todos os dias ou não fosse difícil trazer algo de novo à velha tradição de contar histórias. É isso que eu gosto no Oliver Jeffers, um sentido de humor que se serve de premissas impossíveis e acaba a falar de coisas tão profundas como a solidão ou a amizade. Isso e as ilustrações, claro, naquele registo de demorei-só-cinco-minutos-a-fazer-estes-rabiscos que tem horas e horas de investimento e acaba por agradar tanto a miúdos como a adultos. Foi para esses adultos, uma imensidão de fãs que não se deixa ficar de fora só porque uma pequena palavrinha classifica esta literatura como infantil, que saiu a colaboração com o estúdio Digby & Iona e uma linha de joalharia com os desenhos mais icónicos de Jeffers. Está lá o pinguim, o coração dentro da garrafa e o livro meio comido de alguns dos títulos mais conhecidos. E está lá o avião de papel de uma das poucas obras que ainda não foi traduzida para português, The Great Paper Caper, que bem podia vir aterrar no meu pescoço. 

Colares_Oliver_Jeffers_CabecaCoracao

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