Coração

O amor nos tempos modernos

Prestes a oficializar o casamento dos nossos dias, isto é, o momento em que se passa a dividir casa e se partilham os pequenos-almoços na cama mas também as remelas, lembrei-me dos conselhos do Alain de Botton sobre o que devem ser as expectativas de um amor que se quer para todos os dias, e para toda a vida. Diz ele em Como Pensar Mais Sobre Sexo – um livro sobre sexo, claro, mas também sobre o amor e o casamento e que tem aquela coisa boa da filosofia pop que é citar Platão tão depressa como se fala da importância de uns abdominais definidos – que devíamos repensar os votos do casamento e aquilo que é o ideal romântico de uma pessoa que concentre tudo o que queremos. E repensá-los de tal forma que esses votos deviam ser alterados para algo mais realista como: “prometo desiludir-me contigo e só contigo; (…) analisei as diferentes opções para ser infeliz e foi contigo que escolhi comprometer-me.” Gosto tanto disto que se algum dia chegar ao altar talvez me ouçam dizer uma coisa do género. Não é pessimismo, é exagero realista e acho que só se diz uma coisa destas a alguém de quem se gosta mesmo. Além do mais, eu estou com o Alain de Botton e acho que o segredo de uma relação não é encontrar a pessoa certa mas sim saber estar com uma bastante incerta.

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4 thoughts on “O amor nos tempos modernos

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